Sábado, 16 Dezembro 2017
 
Jornal Perfil - Brasil

Por Delgarce Aeppli - Jornal Perfil
A agência la folie GmbH converteu o Hotel Zurich West num Hotelfashion, os quartos não foram alugados a hóspedes e sim à Mode-Desingner que mostraram suas novas coleções " Cabides/Araras em vez de Camas " Este formato único em Zurich. Uma combinação de Moda, Lifestyle, Design, Bars/Djs e Entretenimento. Não somente atraiu celebridades e prominentes, como tambem enorme interesse da imprensa. O Fashion Hotel com seus 75 showrooms ocupando 4 andares, oferece possibilidades para marketing e network. Ninguem mais que as Celebridades, Prominentes, Trendsetter, Shoppingueen, Moda bloqueiros, Fashionistas, Estilistas e Pessoal da Mídia (Gente que vive no centro das atrações) sabem: O quanto é importante fazer uma boa aparência/figura. Parabens à Zurich e toda Mode-cena por essa individual história. Inclusive! Essa grandiosa idéia e grandioso empenho levou os organizadores dessa plataforma à serem laureados com o prestigioso prêmio Xavier-Award, na categoria do Melhor Evento Público.

O lobby do hotel foi o ponto focal com música, bebidas, bars/Djs, apresentações dos seminários, photoshopping etc. Dois pontos altos integrados neste evento fazem dele o "único e com uma atmosfera incompáravel". O Desfile de Moda na beira de uma Fonte/Chafariz numa placa direta à "Entrada Principal" do Hotel. E, a transmissão ao vivo da Radio 24 por 24horas que sortiava bilhetes que não podiam serem comprados, somente participando do programa. Nossa redatora Delgrace Aeppli visitou o colega Jonas Wirz para saldar,parabeniza-lo pelo novo projeto.
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Segunda, 20 Abril 2015 15:35

Simpatia e Dedicação Verde Amarela

Simpatia e Dedicação Verde Amarela

Por Isa Bustamante - redação Jornal Perfil

Há 4 anos na Suíça, Cássia Aquino, sergipana de nascença mas carioca de coração, vem se destacando no trabalho voluntário desenvolvido na associação Centro Brasil Cultural (CEBRAC), em Zurique. Com muita dedicação e simpatia, ela atende todas as terças e quartas os diversos brasileiros que procuram a instituição em busca dos mais variados tipos de informações, passando por cursos até problemas jurídicos. Após a triagem, Cássia envia o interessado a um dos profissionais competentes dentro da organização. Além disso, ela é responsável pelo cadastramento dos novos associados da instituição, assim como a catalogação do acervo de livros e filmes. Formada em enfermagem, o sonho de Cássia é poder dominar o difícil idioma de Goethe para poder conseguir um emprego remunerado no país dos Alpes e continuar prestando sua assistência voluntária para os brasileiros que vivem na Suíça.

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Brasileiros Conquistam até Hollywood

Por Isa Bustamante - redação do Jornal Perfil

Assim como nós brasileiros, que viemos morar na Suíça em busca de realizações pessoais, vários conterrâneos deixam o Brasil para se aventurar nos Estados Unidos ou Inglaterra em busca de reconhecimento profissional e dos holofotes. Estamos falando de atores e atrizes talentosos que almejam conquistar um espaço na indústria cinematográfica internacional e vão suar a camisa em terras estrangeiras.

Quem não se lembra da gloriosa Sônia Braga, que eternizou personagens como Gabriela, Cravo e Canela, assim como Dona Flor e Seus Dois Maridos? Aliás, ela é a brasileira que mais trabalhou no cinema internacional. Em seu currículo, vemos filmes como: O Beijo da Mulher-Aranha (produção brasileira-estadunidense), Olhar de Anjo, Perfume, entre outros. A atriz também teve participação em séries americanas como Sex & The City e C.S.I. Miami.

Sonia Braga                                                                         Wagner Moura                                                      

SONIA-BRAGA   Wagner-1   

Depois do mega sucesso brasileiro Tropa de Elite, Wagner Moura também botou os pés em Hollywood, estrelando o filme Elysium (2013), do diretor Neill Blomkamp. Sua  estréia foi elogiada pelo jornal The New York Times que considerou a sua atuação "fantástica". No filme, ele interpreta Spider, um hacker responsável pelas naves  clandestinas que levam imigrantes ilegais da terra pós-apocalíptica até a estação espacial Elysium. No longa, ele contracena com Jodie Foster, Matt Damon e Alice Braga. Esta é sobrinha de Sônia Braga. Fluente em inglês e espanhol, a inserção de Alice no cinema começou ainda na sua infância. Filha da atriz brasileira Ana Braga, ela cresceu nos sets de filmagem. Aos 32 anos de idade, Alice pode se considerar realizada profissionalmente. A atriz trabalhou com grandes astros internacionais como Will Smith, Harrison Ford, Julianne Moore, Anthony Hopkins, etc. Entre os seus filmes internacionais mais famosos, além de Elysium, estão: Eu Sou a Lenda, Ensaio Sobre a Cegueira, Predadores, Cinturão Vermelho e O Ritual.

Alice Braga

alice-braga

Não poderíamos deixar de fora o belo e talentoso Rodrigo Santoro, que embora tenha conquistado uma legião de fãs no Brasil, o ator preferiu deixar o conforto e estatus  que desfrutava para encarar a dureza no exterior. Antes de alcançar o sucesso em Hollywood, Santoro teve de se contentar com uma ponta no filme As Panteras: Detonando, estrelado por Cameron Diaz. Nos poucos minutos em que aparece, Rodrigo não teve uma única fala sequer. Porém, logo após sua aparição, o ator recebeu um papel no longa britânico Simplesmente Amor, onde contracena com Colin Firth e Liam Neeson. Rodrigo interpreta Karl, um arquiteto que se envolve com uma colega de trabalho e tem de lidar com as dificuldades que surgem. Embora o seu papel tenha tido poucos diálogos na tela, a sua atuação foi tão bem recebida pelo público e pela crítica que ele foi catapultado para produções de peso como 300 (2006), onde Rodrigo interpreta o imperador Xerxes. Em 2014 ele volta às telas como Xerxes, na produção 300: A Ascenção do Império. Este ano, ele se superou interpretando o personagem Garriga, no longa de ação Golpe Duplo, ao lado de Will Smith.

Rodrigo Santoro                                                     Morena Baccarin

Rodrigo-Santoro-Reproducao   Morena Baccarin

Menos conhecida pelo público brasileiro encontra-se a belíssima e talentosa Morena Baccarin. Filha do jornalista Fernando Baccarin e da atriz Vera Setta, mudou-se do Rio de Janeiro com a família para os Estados Unidos quando tinha apenas sete anos, se estabelecendo em Nova Iorque. Radicada nos Estados Unidos, Morena entrou para o Juilliard School. Após o término dos estudos, ela lutou para sobreviver no teatro. Ganhando mal em produções off Broadway, a jovem atriz decidiu tentar a sorte em Los Angeles. Deu um prazo de uma semana para si mesma. Caso contrário, voltaria para casa. Foi contratada em menos tempo: após seu primeiro teste, ganhou participação na série Firefly em 2001. Daí em diante, a carreira de Morena deslanchou e chegou ao ápice com a protagonista da série de ficção científica V, exibida na Suíça em 2011 pelo canal Pro Sieben. Um dos maiores sonhos de Morena é atuar no cinema brasileiro dirigida por Walter Salles ou Fernando Meirelles. "Ser brasileira e voltar ao Brasil é a oportunidade de me conectar às minhas origens. Quando estou no Brasil, algo acontece dentro de mim. Mas me considero metade americana, metade brasileira". Enquanto a bela não estrela uma produção brasileira, podemos ter o prazer de vê-la no Papel da Dra. Leslie Thompkins, no seriado americano Gotham, exibido atualmente pelo canal Pro Sieben.

O sucesso internacional de nossos astros demonstra apenas uma coisa: com muita garra, dedicação e esforço todos conseguem alcançar um lugar ao sol.

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Jornal Perfil. ch - Delgrace Aeppli

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Um grande festival de primavera onde os nomes Família-Tradição e Prestígio/Renomes são su-bli-nha-dos extremamente. Este encontro de Lordes e Ladies no "SECHSELÄTEN - BÖÖGG" é simbolo de poder social e econômico de Zurich.
Este desfile anual é um colírio para os olhos. Os mais lindo uniformes/costumes históricos em estilo Rococó, Biene Maya, Burgueses, Cardinal, Bispo e Camponesses são colocados em cena. Mesmo assim, nos últimos anos o "Sechseläten" recebe comentários negativos, por ainda hoje, querer insistir em manter uma alta tradição do evento. Em que a participação de membros femininos é proibido. Devemos mencionar que por forte combate de organizações feministas, pouco à pouco os organizadores estão cedendo algumas pequenas regras. Já existe grupo feminino que é tolerado e já desfila mas, não como participação oficial de protocolo. Dizem que o gesto simpático e folclórico de entregar flores e distribuição de beijinhos aqui e ali aos participantes masculinos é uma forma de protesto, quebrando tabus. E, por não ter sido interrompido é também uma insuficiente indireta feminima como forma da participação.

Sechseläten este ano, mostrou mais versátil do que nunca. Esta plataforma oferece aos cantões e países várias infraestruturas que eles precisam. Mesmo assim, por contexto de estreitamento nas finanças, possivelmente para os responsáveis assumirem esta custosa decisão perante seus habitantes não é nada fácil. Principalmente quando eles acham, que para um dia de excursão, este dinheiro (Fr. 500.000.00) deve ser investido em coisas mais importantes. Isto, aconteceu com o Cantão de Lucerna e o País Liechtenstein que tiveram de cancelar pelo mesmo motivo.
O ponto alto da celebração do Sechseläuten em Zurique é a queima do "O BÖÖGG" Um boneco de neve 3.40metros de alto e pesa ca.80Kgs ele é queimado todo ano numa gigante fogueira (13metros) como festejo, uma forma de despedida do inverno. Dependendo do tempo que este boneco necessita para ser queimado completamente (influência também do vento), conforme lenda, o próximo verão será bom ou não... a queima em curto tempo significa: "Bom verão", Longo tempo: " Ruim Verão". O horário é oficializado no momento da grande explosão e perca da cabeça do boneco. No ano passado este explodiu em 7minutos e 23segundos e este ano necessitou de 20minutos e 39segundos. Isso quer dizer o próximo verão será ruim e curto. Desde 50anos Heinz Wahrenberger foi o construtor do " Böögg ". O próximo "Boneco Böögg" estará totalmente sobre à responsabilidade de Luke Meier que assume as rédeas.

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Segunda, 13 Abril 2015 21:07

Lançamento musical de Demétrius Sena.

Quem está com música nova na Suíça é o brasileiríssimo Demétrius Sena. Intitulada "Não É Pra Duvidar", com seu repertório eclético desta vez Demétrius apostou num gostoso bolero. " Música linda.. letra maravilhosa!!", comentou Geilde Sutterlin, no Facebook do cantor entre outras críticas positivas. Kelly Oliveira, que compartilhou o vídeo de Demétrius Sena, deixou o seguinte comentário: "Grande artista Demétrius Sena... lindo vídeo e linda música.. mais uma produção KM home estúdio com Marcos Piropo". Realmente o video também não deixa a desejar, filmado na capital da Suíça, em Berna, o novo hit de Demétrius já está "causando" bons efeitos nas redes sociais. Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. CD completo-https://itunes.apple.com/br/album/dem... Acordeon- Paulo Damasceno Baixo - Gilson Nascimento Guitarra - Shiko Bomfim.

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Segunda, 13 Abril 2015 16:47

Bolo Pega Marido - bolo de leite de coco

Por Daniella Dani
Receita de bolo de leite de coco – bolo pega marido
Simplesmente delicioso!

• Ingredientes:
• 1 lata de leite condensado
• A mesma medida da lata de leite integral
• 1 vidro pequeno de leite de coco
• A mesma medida da lata de farinha de trigo especial (ou comum)
• 1/2 medida da lata de açúcar
• 3 ovos grandes inteiros
• 3 colheres de sopa de margarina
• Não vai fermento

 

Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coloque em uma forma untada e enfarinhada.
Leve ao forno médio pré-aquecido à 200° graus por aproximadamente 40 minutos. (faça o teste do palito antes de retirar do forno fure o bolo com um palito e se sair sequinho está pronto).
Deixe esfriar um pouco de desenforme. A consistência não é de um bolo comum, este bolo fica mais molhe, tipo uma queijada.
Para preparar a cobertura, leve ao fogo 1 vidro de leite de coco com 2 colheres de sopa de açúcar e 1 pacote de coco ralado.
Deixe ferver por 4 minutos e despeje a mistura sobre o bolo.
Gostou? Envie já essa receita para um amigo(a). Ou convide-o para comer com você!

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Pelo colonista, do J. Perfil, Vivaldo Junior - Psicólogo Comportamental

Estar só não é para gente que transforma tudo em um dramalhão mexicano, e sim para quem sabe ver de ângulos diferentes, sem se sentir vítima do destino. Abaixo aos vínculos pela metade! Esteja inteiro nos momentos com você mesmo, se enfrentando sem medo, sem máscaras e Smartphones!
Como ser capaz de lidar com a solidão em uma sociedade que é regida pelas aparências? E nesses 8748364 e muito mais de pessoas pelo mundo, muita gente prefere estar mal acompanhado para não aparentá-la, mesmo sem ganhar uma verdadeira companhia nessa dança de relacionamentos mimetizantes, que só servem para pessoas que querem se esconder de si mesmas, e fazem diversos malabarismos para manter relações que desafiam até a lei da gravidade. Inundados de amor líquido, estar só começa a ter conotação de fracasso, esquisitice ou problema, mas porque você não pode aparentar a solidão estando muito bem acompanhado? A partir daí começa aquele teatro: vida virtual, milhares de amigos, aquisições pessoais e nenhum significado. Aparecer sozinho em um lugar pode significar tanta coisa, isso vai falar mais do entendedor do que de você mesmo, por que não se permitir dar as mãos para você mesmo? O que eu falo aqui, longe de um egocentrismo idiota, é mais um gesto de ser uma boa companhia para si . Passe uns minutinhos ou horas exercitando o diálogo interno, crianças são especialistas nisso, e não é a toa que as vezes sentimos saudade daquelas épocas remotas. Como diz Clarice, a solidão tem lá sua plenitude: " Que minha solidão me sirva de companhia, que eu tenha a coragem de me enfrentar, que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo".
Eu gosto de andar por aí, sem marcar data nem horário, um encontro casual e inesperado, caminhando livremente com o vento batendo em meus cabelos, seja acompanhada de uma boa música, ou ouvindo a música dos dias. Começo a lembrar de tudo que eu já vivi até aqui, os figurantes ganham a cena principal, e visualizo fantasiosamente todas as pessoas que já estiveram ao meu lado nessas andanças. Algumas eu quero que estejam mais vezes, outras me presentearam com questionamentos e me deixaram em dúvida, ou me deram certezas demais, e por fim um outro grupo das que eu prefiro correr para bem longe. Uma caminhada com você mesmo é sempre muito reveladora, os momentos de introspeção devem ser divertidos, qual é o sentido de fechar a cara e se isolar ao estarmos ao alcance dos olhos dos outros, estando acompanhados somente dos nossos? Como dizia Jung quem olha para fora sonha quem olha para dentro acorda, e ao meu ver o despertar precede muitos encontros de valor inestimável.
Daqui em diante, eu só quero lembrar das boas companhias, que tem o dom de transformar horas em minutos, e para mim que sempre tive aversão a relógios e aquele tic- tac nervoso, esse fator está presente em todos os meus argumentos pró- existência. Que tal sentir o que te cerca, observando e se deixando observar sem medo, sem máscaras e sem precisar estar acompanhado? Vai sem medo! No começo é assustador mas depois o encontro vai ficando cada vez mais interessante, e você não precisa pagar a conta, o preço ainda não foi lançado no sistema.
E o que eu aprendendo nessas andanças? Só anda comigo quem se apaixonar pela minha solidão e vice-versa.

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FANTASIA
Suíça ganha museu dedicado ao universo de 'O Hobbit'
Fãs de J.R.R. Tolkien já podem definir o local onde passarão as férias

Suiça ganha museu inspirado na trilogia de 'O Hobbit'
Não é preciso ir a um parque de diversões para se entrar em cenários fora do comum e cheios de fantasia. Depois de a companhia aérea Air New Zeland ter criado vídeos de segurança baseados na trilogia de "O Hobbit", um fã das histórias do escritor J.R.R. Tolkien criou um museu totalmente inspirado em seu universo: o Museu Greisinger, que fica em Jenins, na Suíça.

A uma hora de Zurique, a cidade de Jenins ganhou um atrativo pra lá de fantasioso: o primeiro museu totalmente dedicado ao universo do escritor J.R.R. Tolkien. Ele é o criador das trilogias de "O Hobbit" e "Senhor dos Anéis", que depois, pelas mãos do diretor Peter Jackson, se transformaram em alguns dos longas mais famosos dos últimos tempos.

Segundo o site 'MSN', ao observar a porta redonda de carvalho com apenas 1,5 metro de altura, maçanetas de cobre e janelas emolduradas com tijolos vermelhos embaixo do nível do chão, não se tem dúvidas que se trata de uma casa típica dos hobbits. Entrando no local, o primeiro cômodo é uma sala com móveis de madeira, lareira e mapas da Terra Média espalhados por todos os lados. No total, são 11 salas e três quartos de hobbits e cada um deles é decorado como um dos locais das histórias.

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O fundador, Bernd Greisinger é um gerente de banco aposentado que, há anos, coleciona objetos relacionados às histórias do escritor. Tempos depois, ele resolver abrir um espaço inspirado nessa temática, com um acervo de mais de 3,5 mil livros, 600 obras de arte e objetos raros. Algumas das peças mais importantes de sua coleção são o lustre que pertenceu ao bangalô de Tolkien, na Inglaterra, e um calendário ilustrado pelo artista Tim Kirk. Há também itens usados na trilogia de "O Senhor dos Anéis" como roupas, móveis e outros objetos da produção. Greisinger afirma, no entanto, que os longas não são o destaque do museu, e sim o universo do escritor.

A visita ao Museu Greisinger funciona com passeios guiados de duas horas com guias fantasiados e explicações em alemão, italiano, francês e inglês. O custo é de CHF 50 (cerca de R$ 154).

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A naturalização facilitada para os cônjuges de cidadãos suíços costuma ser vista como o caminho mais fácil para a cidadania. No entanto, a avaliação da integração no país tornou-se um procedimento oneroso e intrusivo para alguns, com disparidades significativas no modo como as autoridades locais lidam com os candidatos.
Mais de um terço dos casamentos suíços são entre suíços e estrangeiros. (Keystone)
Mais de um terço dos casamentos suíços são entre suíços e estrangeiros.
(Keystone)
Cerca de 8 mil estrangeiros residentes na Suíça são naturalizados todo ano através de um procedimento simplificado, o que representa um quarto de todas as naturalizações. swissinfo.ch falou com vários candidatos, dois dos quais ainda estão à espera de uma decisão. A amostra, embora não representativa, mostra um sistema com falta de justiça e consistência.
Alguns candidatos à naturalização, como Kularp Saipopoo, da Tailândia, moradora de um vilarejo do cantão de Berna desde 2009, achou o processo rápido e simples. "A minha entrevista durou cerca de meia hora e eles foram bem agradáveis. O policial só quis saber como meu marido e eu nos encontramos e o que eu estava fazendo aqui na Suíça", conta. O pedido de Saipopoo foi concluído no prazo de sete meses, em 2014.
Janet Wertli, da Grã-Bretanha, mora em uma pequena cidade do cantão de Aargau há dois anos e conta uma experiência semelhante. Ela conseguiu o passaporte suíço pouco antes do natal de 2014, cinco meses após ter feito o pedido. Como Saipopoo, Wertli não foi questionada sobre seu conhecimento da política ou da cultura dos suíços. A entrevista dela durou alguns minutos.
"Onde moro é um lugar pequeno e conhecemos todo mundo da prefeitura. Nosso senhorio escreveu uma recomendação e eu enviei várias fotografias mostrando nossa relação estreita com a Suíça durante anos", disse para swissinfo.ch.
"Sua mulher é prostituta?"
Outros, como Carlos (nome fictício), um candidato da América Latina casado há quatro anos com uma suíça, acharam o procedimento opaco e intrusivo. Carlos vive em Berna e preferiu não dizer seu nome e o país de origem enquanto seu pedido estiver em andamento.
Ele não estava em casa quando a polícia passou para uma visita surpresa, em dezembro de 2014. Ligando mais tarde para marcar uma entrevista, Carlos ficou chocado com a primeira pergunta feita pela policial: "Sua mulher é prostituta?"
"Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. A policial estava digitando tudo em seu computador. Ela pediu desculpas, disse que eram perguntas rotineiras, mas eu nunca ouvi falar de ninguém ter sido perguntado disso. Também pensei que eles tinham todas as informações sobre nós nos documentos que enviei. Eles sabiam onde minha esposa trabalha."
"Moro na Suíça há oito anos e sou casado há quatro. Nós não temos filhos ainda, porque eu estava fazendo um curso e queria termina-lo primeiro. Eu acho que foi isso que deixou eles desconfiados e foi o principal assunto na entrevista", conta Carlos.
A Secretaria Federal de Migrações define os critérios, mas a decisão de conceder a cidadania é baseada no relatório dos candidatos feito pelos cantões (estados). Alguns cantões delegam essa tarefa aos municípios, mas vários cantões e municípios executam a tarefa com diferentes graus de zelo.
Segundo a Secretaria Federal, a Confederação (governo) prepara um formulário de referência para o relatório destinado aos cantões. "Os cantões são livres de usar ou mudar as perguntas conforme seu próprio critério. Não há nenhum catálogo padronizado de perguntas", garante o órgão público suíço.
Estressante
Cidadã da União Europeia, Gabrielle (não deseja revelar seu nome nem nacionalidade) fala duas línguas nacionais suíças fluentemente e sempre trabalhou na Suíça. Ela diz que ama o país. Agora, 15 meses depois de ter feito o pedido, ela lamenta ter dado o passo para a naturalização.
No início deste ano, Gabrielle foi chamada para uma entrevista na secretaria estadual de imigração do cantão onde mora, no oeste da Suíça.
Depois de quase 20 anos morando e trabalhando no cantão e com três filhos nascidos na Suíça, Gabrielle esperava que sua entrevista de naturalização facilitada seria uma mera formalidade. Em vez disso, ela achou "muito estressante".
"A entrevista continuou por uma hora e meia e foi extremamente intrusiva. Todas essas perguntas sobre o meu casamento, família e estilo de vida; foi mais um interrogatório para verificar se meu casamento era falso. A entrevistadora também fez questão de somar os meses para mostrar que ela sabia que nosso primeiro filho havia sido concebido antes de nos casarmos."
"As questões de conhecimentos gerais da Suíça foram excelentes, mas quando ela entrou no detalhe da política local e dos nomes dos políticos, acabei misturando tudo. Eu achei realmente muito estressante". Em última análise, o pedido de Gabrielle foi suspenso por causa de uma conta de imposto não paga.
As perguntas sobre o conhecimento político e geral tendem a se tornar padrão depois que o parlamento aprovou, em junho de 2014, aumentar as exigências para a naturalização facilitada, introduzindo a condição de que os candidatos devem cumprir os mesmos requisitos de integração como todos os outros. Novas diretrizes estão em fase de elaboração.
Casamentos mistos
Existe um grupo cada vez maior de potenciais candidatos à naturalização facilitada. Mais de um em cada três casamentos na Suíça é de nacionalidade mista suíça e estrangeira. Em 2014 um total de 15.706 cidadãos suíços se casaram na Suíça com estrangeiros, de um total de 41.223 casamentos.
O sociólogo Gianni D'Amato do Fórum Suíço para Migração e Estudos Populacionais, da Universidade de Neuchâtel, diz que os aptos à naturalização facilitada ainda são privilegiados, já que precisam cumprir só os requisitos da confederação e não os dos cantões e municípios.
"No entanto, podem aparecer algumas perguntas difíceis. Eles vão se referir ao seu conhecimento da língua, ao seu conhecimento cívico, à sua situação financeira. Eles se baseiam em tudo e se você não quiser ser avaliado dessa forma, você tem que se contentar com um status de quase-cidadão, com uma autorização de residência permanente."
Quando a questão da introdução de requisitos de integração para os candidatos à naturalização facilitada foi debatida em 2013 e 2014, o governo só queria que os critérios de integração fossem examinados. Se os mesmos critérios fossem aplicados como na naturalização ordinária, então o procedimento não poderia mais ser chamado facilitado, argumentou a ministra da Justiça, Simonetta Sommaruga.
Isso não convenceu o parlamento, e o Senado seguiu a Câmara dos Deputados na votação para levantar a barra para a naturalização facilitada pela aplicação dos mesmos requisitos de integração que existem para a naturalização ordinária.
"Por amor à Suíça"
O Partido Radical, de centro-direita, um dos que propuseram esta reforma, explicou a lógica por trás da mudança em uma declaração exaltada feita na véspera da votação na Câmara dos Deputados.
"Para a naturalização, esforços visíveis para se integrar são essenciais: o conhecimento do estilo de vida suíça, de pelo menos uma língua nacional, bem como uma comprovada, bem sucedida integração na nossa sociedade."
"Nós vemos a integração como uma tarefa central do Estado com base no princípio 'Demanda e incentivo'. O partido mostrou hoje sua vontade nesta questão e também está comprometido com uma política dura e justa com relação aos estrangeiros no futuro. Por amor à Suíça."
O processo de naturalização ordinária ganhou a reputação de ser caro, exigente e mesmo caprichoso, em alguns casos. Em outubro passado, um professor americano aposentado, que mora na Suíça há mais de 40 anos, teve seu pedido rejeitado pelo vilarejo de Einsiedeln, onde reside, por não ter ser integrado o suficiente.
"Poucos pessoas aptas fazem o pedido, pois a comunicação apresenta a naturalização ordinária como sendo dura e difícil e por isso muitas pessoas preferem adiar o processo", disse D'Amato.
Integração
A integração é um termo não oficial medido por uma ampla gama de critérios. A decisão de naturalização é baseada em uma avaliação geral de cada caso. De acordo com a Secretaria Federal de Migrações, os candidatos são obrigados a:
Respeitar os princípios básicos da Constituição.
Observar a lei (qualquer processo na justiça, passado ou pendente, criminal ou por dívidas, impede a naturalização)
Tomar parte na vida social da comunidade
Ter conhecimentos suficientes da língua (nível A2/B1)
Ser profissionalmente integrado (trabalho ou estudo)
Estar informado sobre o sistema político suíço, a cultura suíça e as tradições do país.
Os cantões também podem exigir que o requerente seja autossuficiente, ou seja, não depende da ajuda social.
A naturalização facilitada beneficia cônjuges estrangeiros de cidadãos suíços e filhos de um dos pais suíços que ainda não possuem a nacionalidade suíça.
Um estudo de 2012, encomendado pela Comissão Federal para a Migração constatou que, em 2010, cerca de 900.000 pessoas estavam aptas à cidadania. No total, 36.000 receberam a cidadania suíça em 2011.

Por Clare O'Dea/swissinfo.ch

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